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Mais África nas Américas: outro Ziriguidum


Mais África nas Américas, noutro Ziriguidum.

O de Eliades Ochoa, músico cubano.

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O neocolonialismo brasileiro em África


Carlos Moore é cubano.

E ficou conhecido como dissidente do regime de Fidel Castro.

Atualmente, é Chefe de Pesquisa na Escola para Estudos de Pós Graduação e Pesquisa da University of the West Indies (UWI), Kingston, Jamaica.

Fez doutorado em Ciências Humanas e Etnologia pela Universidade de Paris-7, na França.

Foi consultor pessoal para assuntos latino-americanos do Secretário Geral da Organização da Unidade Africana (atualmente União Africana), Dr. Edem Kodjo, de 1982 a 1983

Ocupou o cargo de assistente pessoal do professor Cheikh Anta Diop, diretor do Laboratório de Radiocarbono do Instituto Fundamental da África Negra, de 1975 a 1980, em Dakar, Senegal.

É autor de 55 artigos sobre questões internacionais.

Entre os livros publicados estão: A África que Incomoda, Racismo & Sociedade e African Presence in the Americas.

Um post seria pouco para o currículo deste homem.

Por isto, deixo que vocês descubram sozinhos quem é este cidadão. Vejam aqui o site oficial dele.

Abaixo, segue trecho da entrevista que ele concedeu ao jornal Irohin na qual fala, entre outros temas, sobre o neocolonialismo brasileiro em Angola.

Ìrohìn – Somando a dimensão política e os aspectos propriamente econômicos, o que dizer sobre a investida do governo brasileiro em países africanos como Burkina Faso, Angola, Congo e África do Sul?

Carlos Moore – Sabemos que um chefe de Estado deve defender os interesses de todos os seus concidadãos. Os interesses econômicos do país são pontos-chave a ser protegidos pelo chefe de Estado. Na medida em que esses interesses são representados pelos setores que marcam a presença do país no cenário internacional – em especial a indústria e o comércio –, é lógico que o presidente do Brasil trate de abrir novos caminhos para os investimentos das empresas, das companhias nacionais e multinacionais de seu país, como qualquer outro chefe de Estado o faria. Isso é algo que está previsto na lógica do poder de um chefe de Estado. Nisso não há mistério algum. Por outro lado, o continente africano é objeto da cobiça internacional por causa da extraordinária riqueza mineral existente em seu subsolo. Dos 48 minerais considerados estratégicos pelo mundo industrial de alta tecnologia, a África monopoliza não menos que 38. Não é por acaso que a África tem sido chamada de “escândalo geológico”. É por esse motivo que a África figura como alvo privilegiado das potências mundiais e  o será ainda mais neste século. Nesse momento, a China põe em curso uma das maiores operações dirigidas aos 53 países africanos. A China está interessada na exploração e na aquisição desses materiais estratégicos. E não somente ela, mas o Japão, a Coréia do Sul, a Índia, a Turquia, o Irã; ou seja, todas as potências emergentes. O campo daqueles países que se interessam pela África, antes restrito às grandes potências européias, agora se ampliou. Já não se trata apenas das antigas potências colônias, como França, Itália, Espanha, Portugal, Inglaterra, mas ainda da Alemanha, da Rússia e até da Polônia. Todos esses países estão interessados na África. É dentro desse jogo de interesses que se situa o Brasil, país que também busca ser uma potência no século XXI. Logicamente isso representa riscos para o continente africano, mas também poderá comportar elementos positivos para esses países.

Ìrohìn – O que predomina na investida do Brasil no continente africano, a sensibilidade política ou os interesses puramente econômicos?

Carlos Moore – Para mim não há dúvidas de que são os interesses econômicos os que primam, embora seja possível admitir como sincera a simpatia expressa pelo chefe de Estado do Brasil para com esse continente. Não duvido da sinceridade do presidente Lula, mas também não duvido que sejam os interesses concretos do Brasil que comandam a sua política internacional, a qual está fundamentada em interesses econômicos e comerciais. Ora, esses interesses se exprimem num contexto internacional bem definido: a supremacia planetária dos Estados Unidos e, como resposta a essa hegemonia unilateral, a emergência de novos pólos de poder no mundo. O Brasil, nona ou décima economia mundial, é um desses possíveis pólos que aspiram ao status de grande potência.

Clique aqui e leia a íntegra da entrevista.

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Doce remédio


Por falar em remédio, futucando a net, descobri que Cuba e Brasil vão aumentar a produção conjunta de vacina antimeningocócica A-C.

Serão 50 milhões de doses, que serão destinadas à África.

É o remédio utilizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para tentar conter a pior epidemia de meningite que atinge 25 países africanos desde 1996, informa a AFP.

Há registros de mais de duas mil mortes no continente, causadas pela doença.

Abaixo, foto da agência internacional em que o menino somali contaminado pela doença se contorce de dor:

Menino somali | AFP

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Kundy Pahiama vai a Cuba


Kundy Pahiama                                                                                            Raul Castro

Os laços antigos de amizade entre Angola e Cuba continuam cada vez mais atados.

Esta semana, o ministro da Defesa de Angola, Kundy Pahiama, teve encontro, em Havana, com o presidente cubano, general Raúl Castro.

Não foi divulgado o tema, muito menos o motivo do encontro.

Clique aqui e veja em vídeo incorporado a outro post informações sobre a participação de Cuba na luta pela independência de Angola.

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Guerra civil angolana – 1° episódio


Esta é outra história, contada por um latinoamericano, sobre a guerra civil angolana. É a guerra interna, a disputa pelo comando de Angola, que teve a ajuda de Cuba ao MPLA.

Cuba-Sudáfrica Despues de la Batalla:

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Cuba e a retirada do exército sul-africano


Esta história era para vir depois de concluidos os episódios do documentário sobre a guerra colonial.

Afinal, a presença da África do Sul em Angola tem justamente a ver com o momento em que os portugueses se retiram e entra em cena o conflito interno, entre MPLA, UNITA e FNLA.

Mas já que tocamos no assunto, vejam este vídeo com o depoimento do ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, em 1975.

DISCURSO DE FIDEL CASTRO NA ONU, em 1975, SOBRE A AJUDA DE CUBA A ANGOLA NAS LUTAS CONTRA AS TROPAS DA ÁFRICA DO SUL:

E este outro, da mesma época.

LÍDER CUBANO REMEMORA EPISÓDIOS DA BATALHA EM ANGOLA:

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O que tem a ver Angola com África do Sul?


 mapa-da-africa

Aí vocês hão de me perguntar: “o que tem a ver Zuma, Mandela e a África do Sul com Angola?”.
Este país liderado pela ANC ofereceu apoio militar às forças da FNLA e à UNITA em oposição ao MPLA na época do conflito armado pós-independencia em Angola.
De orientação comunista, o MPLA era apoiado pela Rússia e por Cuba.
Já os outros dois tinham apoio dos Estados Unidos, patrocinador do regime Apartheid na África do Sul.
Por mais de uma vez, tropas sul-africanas invadiram Angola no período da guerra civil. 
Mas isso é outra história…

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