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Black to Black Festival 2013


O post chega com uns dias de atraso.

Mas acho que vale mesmo assim.

Terminou domingo o BlacktoBlack Festival, com este tributo do vídeo acima a Miriam Makeba.

Teve Gilberto Gil, Milton Nascimento, Martnália e Concha Buika, entre muitas atrações.

Festa dos negros na diáspora, o evento trouxe  ao Brasil, entre outros convidados, um casal do povo Herero, do Sul de Angola.

E outras gentes de outros países do continente.

Esta matéria mostra o estranhamento deles ao chegar por aqui: Africanos chegam ao Rio.

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As pontes de afecto entre Brasil e África


O Black2Black é a celebração da cultura africana no Brasil. No ano passado, postei alguns vídeos do evento. Este ano, ele já passou.

Futucando o Buala, achei o texto abaixo da jornalista portuguesa Marta Lança, que descreve bem o que este encontro de culturas representa:

No Rio de Janeiro uma estação de comboio/trem desactivada, condenação óbvia pois no Brasil o carro domina, é o lugar certo para encarrilar relações nem sempre com o mesmo nível de atenção e dedicação. Quero dizer, se os africanos conhecem as estrelas de televisão e futebol brasileiro, e estão a par de qualquer novidade do país irmão, se muitos países africanos (como seguramente Angola, Cabo Verde, Moçambique e S.Tomé) consomem a toda a hora música, novelas, roupa, modas, modos de falar, produtos brasileiros, o mesmo não se pode dizer do Brasil. Este país continental sabe pouco sobre a actualidade do outro continente que lhe está no sangue, apesar das ligações históricas, da sua identidade e das tão debatidas, mas ainda escandalosas  no segregacionismo, questões raciais.

Mas as coisas estão a mudar, a curiosidade e vontade de acertar compassos vêm aumentando. Nas editoras brasileiras os autores africanos começam a vender bem. Nos cursos de literatura africana, alguns professores do Rio, S.Paulo e Bahía são as maiores referências no meio. A lei 10639 instaura o ensino de história e cultura africanas no Brasil. A noite black multiplica-se nas formas de expressão e lugares que a dinamizam, na cidade do Rio desde o baile charme no viaduto da Madureira até aos bares da zona sul, podemos sempre dar com ela. O Movimento Negro é uma realidade e tenta fortalecer-se, apesar de afouxar um pouco o lado reivindicativo capitulando aos poderes políticos e enquanto funcionários das ongs. As práticas religiosas apelam às origens africanas e reinventam África.

Em tudo isto, as pontes de afecto serão sempre as mais permanentes, e a música a melhor forma de as exprimir.

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