Eu amo o meu cabelo


Faz tempo que desencanei dessa história de cabelo liso ou crespo.

Principalmente depois que vi africanas, muito à vontade, usando o cabelo de tudo quanto é jeito.

Daí que deduzi o óbvio: o cabelo tem de ter a marca do dono.

Se quiser crespo, que fique crespo.

Se quiser encaracolado, que seja assim.

Se quiser liso, que assim seja.

A questão é que em muitas sociedades o dono do cabelo crespo é discriminado.

Por isto, este vídeo que posto abaixo é uma lição.

Foi produzido por Joey Mazzarino, um jornalista que adotou uma menina etíope e resolveu fazer o vídeo para valorizar a auto-estima da garota.

Olha o depoimento dele:

“Há um ano, quando a minha filha tinha 4 anos, eu comecei a perceber que ela não estava feliz com o cabelo dela”, contou. Ela começou a repetir que queria ter cabelo liso como o da mãe dela. Queria pentear e balançar o cabelo para lá e para cá. Como a maioria das meninas da idade dela, ela tinha uma coleção de bonecas Barbie – umas negras e outras brancas, e infelizmente apenas 3 delas tinham cabelo cacheado. É incrivelmente difícil encontrar Barbies de cabelo cacheado! Um dia ela disse ‘eu queria ter cabelo comprido e loiro como o dela’. (…) Eu conversei com a minha produtora executiva se eu podia escrever uma música sobre cabelo e auto-estima”.

Vejam:

E aqui o link com o áudio da história do vídeo (em inglês), revelada numa entrevista com Joey.

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