Bembé do Mercado


O 13 de maio, dia do aniversário da abolição da escravatura no Brasil, é uma data controversa.

Por todo o País, os militantes da causa negra questionam a data.

Mas em Santo Amaro da Purificação, município do Recôncavo da Bahia, até hoje os afrodescendentes mantêm a realização de uma festa em memória da liberdade dos negros.

O Bembé do Mercado acontece todos os anos, com os adeptos da religião de matriz africana dançando e cantando em louvor as divindades e agradecimento pelo fim da escravidão.

Domingo foi o ápice da festa deste ano.

Vejam, neste vídeo, do programa Mosaico, algumas informações históricas sobre o evento.

Outro vídeo, mais informaçoes:

A festa do ano passado:

LEIAM MAIS neste artigo de Ubiratan Castro: O candomblé da liberdade

A Euterpédia Brasil descreve assim a tradição:

As origens do Bembé do Mercado tiveram início no dia 13 de maio de 1888, quando João de Obá, escravo de origem malê e pai-de-santo, armou um caramanchão na área da Ponte do Xeréu, em Santo Amaro, e bateu ali seu bembé para agradecer a liberdade dos negros. Passado um ano, os libertos da cidade resolveram festejar a abolição em praça pública, levando para as ruas as cerimônias antes restritas às senzalas. Foram três dias e três noites de festa, que aconteceram contra a vontade dos barões da época, que mandaram a força policial para impedi-los. Amparados por sua fé, os 13 de maio, como eram conhecidos os forros, mantiveram o Bembé e ainda rogaram uma praga sobre todo aquele que impedisse o candomblé do mercado. Reza a tradição santo- amarense que, nesse tempo, só em apenas dois anos não se realizou o Bembé.

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