Arquivo do mês: dezembro 2009

Cão estranho na Nigéria


Recebi este email de uma angolana. É mais uma daquelas coisas bizarras que a gente não sabe se são verdadeiras. Mas é curioso. Então, resolvi postar. Eis o email:

Cão estranho em forma humana

Um cão estranho com um corpo humano foi encontrado na Nigéria. A cachorra, de
forma humana, cuida de seus pequenos como um ser humano. O caçador nativo, o Sr.
Ahutoyi que fazia uma caçada durante a noite encontrou por acaso estas criaturas  estranhas numa floresta virgem. Ele alertou imediatamente os moradores. Ahutoyi,
surpreso disse que esta descoberta era uma coisa estranha visto ser a primeira
vez na sua vida, desde há 25 anos que pratica a caça. Não contendo a emoção, ele  gritou quando encarou essas criaturas, mas com a coragem de caçador aproximou-se  delas junto com um grupo de jovens. Neste momento,  as criaturas estranhas foram
colocadas numa igreja onde milhares de pessoas da cidade passam para vê-las. A
notícia se espalhou em Lagos e em Benin e todo o mundo é atraído pela notícia e
corre em direcção da igreja onde os cães são mantidos.

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A mulher mais poderosa de Portugal é angolana


A quem interessar possa: Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, é a mulher mais poderosa de Portugal.

Cliquem aqui e leiam artigo no Jornal de Negócios.

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África de verdade


Foto:Luciano Souza

Foto: Luciano Silva

Luiz Carlos Azenha é o jornalista brasileiro que está à frente do projeto Nova África, da TV Brasil. Impressionante como o que ele escreve sobre África – e o que fizeram dela – é semelhante ao que penso. Publico abaixo um texto dele, no qual anuncia o projeto em seu blog Blog Viomundo.

Abaixo, o texto de Azenha, escrito em setembro, que traduz em muito o que penso sobre o continente.

Acima, fotos que mostram todo o meu encantamento no reencontro que foi este meu passeio por Angola.

Boa leitura!

Por Luiz Carlos Azenha

Nos próximos dias pretendo apresentar a vocês um projeto do qual orgulhosamente faço parte. Trata-se da revista Nova África, que estréia dia 25 de setembro, 10 da noite, na TV Brasil. Uma série de 26 programas semanais em que uma equipe da Baboon Filmes viaja pela maior parte do continente.

Mas, antes, uma explicação: a Baboon Filmes disputou uma concorrência pública com várias produtoras de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília — todas interessadas em fazer o projeto. E venceu. A Baboon pertence a dois jovens empresários de São Paulo, Henry Ajl e Markus Bruno, ambos repórteres cinematográficos. Fui convidado pela produtora para escrever o projeto editorial, o que fiz em parceria com a historiadora Conceição Oliveira. E, depois de 28 anos como repórter de televisão — comecei em 1980, na TV Bauru, da Rede Globo — faço minha estréia como diretor.

Na verdade integro uma equipe de feras, uma mistura de gente que tem grande experiência no ramo, como eu, e de novatos como a repórter Aline Midlej. Estou certo de que vocês vão se encantar com a Aline. É uma mulher batalhadora e dedicada, que ontem estava com o Henry em algum lugar do Congo, a caminho de um encontro com os pigmeus na região fronteiriça com Ruanda. Como a maioria dos brasileiros afrodescendentes, ela tem poucas informações sobre suas raízes na África. Nossa idéia foi colocá-la não só como repórter, mas também como personagem dessa descoberta, que é de muitos.

Para todos os envolvidos no projeto, aliás, tem sido uma descoberta. Quando eu comecei a me interessar pela África eu ainda morava nos Estados Unidos. Fui notando aos poucos que quase toda a historiografia refletia o olhar europeu sobre um continente partilhado pelas potências européias no auge do imperialismo mercantil. E que, mesmo títulos recentes, embora descartassem o racismo mais aberto, estavam impregnados de preconceito. Notei que quase não existia nada escrito em português sobre a rebelião Mau-Mau no Quênia, a matança dos herero no que hoje é a Namíbia ou os crimes do rei Leopoldo no Congo. Pela dimensão dessas tragédias, há pouco escrito sobre esses temas mesmo em inglês.

Com certeza, não é por acaso. Descobri também que quando os europeus buscaram ocupar fisicamente o território africano, em nome do “comércio, cristianismo e civilização”, se esforçaram para apagar a história da África e descrevê-la como território dos “bárbaros”. Os negros como símbolo de barbárie era do que os europeus precisavam para justificar a expropriação das terras, a exploração dos recursos naturais e a implantação de regimes racistas, dos quais o da África do Sul se tornou símbolo, embora vários tenham sido tão perversos quanto o dos africâners.

Entendendo episódios como a rebelião Mau Mau e outros eventos que podemos classificar grosseiramente na categoria de lutas de resistência, cresce a admiração pelas estratégias que os africanos adotaram para preservar sua cultura e tradição. Foi o que vimos, por exemplo, na ilha de Moçambique, com o povo macua. Os macua reciclaram as influencias que “desembarcaram” na costa de Moçambique mas nunca perderam a energia vital — podemos vê-la hoje por aí, nas ruas do Rio de Janeiro e Salvador.

A África real também é surpreendente por não se encaixar na África “da diáspora”. Como observou com propriedade o pintor moçambicano Naguib, numa entrevista que gravamos com ele em Maputo, os afrodescendentes muitas vezes idealizam, à distância, uma África que já não existe mais. E resistem bravamente a qualquer fato que não se encaixe nesse mundo idealizado, em que a cor de pele é definidora de quem é “herói” e quem é “vilão”.

Modestamente, aos poucos, pretendemos dar conta dessa complexidade, ouvindo especialmente os protagonistas que o Jornalismo em geral relegou ao papel de “coadjuvantes exóticos”: os próprios africanos.

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Nova África: valapena


Gente,

Estou sem tempo de atualizar o blog.

Entre uma página e outra da edição (sim, ainda estou na redação do jornal), vasculhando meu baú de mimos que reservo para este espaço, resgatei um, bem bacana, para vocês que curtem África.

Acompanhem. Vale a pena!

É só clicar: http://tvbrasil.ebc.com.br/novaafrica/

Peço licença ao Nova África para publicar a foto do mais recente post, que começa assim:

dezembro 17th, 2009

Episódio 13: Nova África apresenta Wangari Maathai

 

Por Aline Midlej

A equipe do Nova África entrevistou uma mulher extraordinária. Wangari Maathai não é apenas uma militante, a primeira africana a ganhar o  Prêmio Nobel da Paz, uma grande intelectual, ela é uma mulher que quebrou paradigmas, preconceitos, numa África ainda calcada no patriarcalismo e ainda ameaçada por sequelas do colonialismo e do neocolonialismo europeu. Wangari defende que os africanos repensem sua história para, a partir daí, escreverem um futuro, talvez inédito nessa região do mundo

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África protesta na COP 15


Hoje, rolou a maior confusão em Copenhague.

Os líderes dos países africanos abandonaram a 15ª Conferência do Clima em protesto à posição dos países ricos frente ao protocolo de Kyoto.

Há pouco, no entanto, as negociações foram retomadas e os delegados da África voltaram a integrar o encontro.

Até o final do evento, no dia 18, muitas águas deverão rolar….

Clique aqui e veja a notícia no G1

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Mandela e a Copa do Mundo de Rugby


Mandela e a Copa do Mundo na África do Sul.

Mandela e Invictus, o filme:

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Thiana, a princesa negra da Disney


A PRIMEIRA PRINCESA NEGRA DA DISNEY:

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Nelson Mandela e a Copa de 2010


Para quem não viu, segue o sorteio da Copa do Mundo na África do Sul.

Abaixo, o vídeo mostra trechos da solenidade. Prestem atenção à fala de Nelson Mandela:

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Zimbabue: violação a mulheres


Por mais que tente, não consigo entender o que o presidente Robert Mugabe fez de si mesmo e de seu povo.

Leiam no link abaixo a reportagem do El País sobre as barbaridades que acontecem no Zimbabwe:

Violaciones a mujeres como arma de terror político

Una ONG recoge cientos de denuncias de ataques sexuales por parte de las milicias de Mugabe en Zimbabue

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Brasileira morre de malária em Gana


Foto: Divulgação / Arquivo pessoal

Fabianne morreu de malária em Gana | Reprodução Arquivo pessoal

Ando sem tempo de postar aqui tudo que vejo e leio sobre África.

E este é o tipo de notícia que nem gosto de dar.

Mas serve como alerta aos mais afoitos.

Fabianne Lima, 27 anos, era bióloga e tinha acabado de concluir um mestrado no Brasil, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa),  com louvor.

Estava há cerca de 5 meses longe de casa.

Aluna brilhante, realizava uma pesquisa, em Gana, para a Universidade de Oxford.

Era um estágio numa reserva ecológica no país africano,  subsídio para o doutorado na Inglaterra.

Morreu, na terça-feira, após ter sido contaminada por malária.

Ao que tudo indica, ela já sabia que estava com a doença quando seguiu para a reserva.

“Estávamos conversando pela internet e ela falou que estava com malária, que já tinha procurado um médico e começado o tratamento, e que a doença era de um tipo fraco”, disse ao G1 o namorado da pesquisadora, Ladislau Brito.

Segundo ele, a bióloga teria pedido que ele não contasse a ninguém da família sobre os sintomas.

O corpo chega ao Brasil no domingo.

Só para lembrar: a malária é uma doença comum no continente africano.

Leia aqui artigo do diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia, Jeffrey Sachs, sobre a doença.

Confira o que diz a wikipedia.

Clique aqui e leia a notícia da morte de Fabianne no site da Edtora Abril.

Veja o vídeo com a reportagem da Rede Globo.

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