Arquivo do dia: 14/10/2009

O que guardo de Luanda


Zungueira em Luanda |Foto: Luciano Santos

Zungueira em Luanda

Esta foto foi feita em Luanda, numa daquelas belas tardes de África.

Beleza pura.

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O neocolonialismo brasileiro em África


Carlos Moore é cubano.

E ficou conhecido como dissidente do regime de Fidel Castro.

Atualmente, é Chefe de Pesquisa na Escola para Estudos de Pós Graduação e Pesquisa da University of the West Indies (UWI), Kingston, Jamaica.

Fez doutorado em Ciências Humanas e Etnologia pela Universidade de Paris-7, na França.

Foi consultor pessoal para assuntos latino-americanos do Secretário Geral da Organização da Unidade Africana (atualmente União Africana), Dr. Edem Kodjo, de 1982 a 1983

Ocupou o cargo de assistente pessoal do professor Cheikh Anta Diop, diretor do Laboratório de Radiocarbono do Instituto Fundamental da África Negra, de 1975 a 1980, em Dakar, Senegal.

É autor de 55 artigos sobre questões internacionais.

Entre os livros publicados estão: A África que Incomoda, Racismo & Sociedade e African Presence in the Americas.

Um post seria pouco para o currículo deste homem.

Por isto, deixo que vocês descubram sozinhos quem é este cidadão. Vejam aqui o site oficial dele.

Abaixo, segue trecho da entrevista que ele concedeu ao jornal Irohin na qual fala, entre outros temas, sobre o neocolonialismo brasileiro em Angola.

Ìrohìn – Somando a dimensão política e os aspectos propriamente econômicos, o que dizer sobre a investida do governo brasileiro em países africanos como Burkina Faso, Angola, Congo e África do Sul?

Carlos Moore – Sabemos que um chefe de Estado deve defender os interesses de todos os seus concidadãos. Os interesses econômicos do país são pontos-chave a ser protegidos pelo chefe de Estado. Na medida em que esses interesses são representados pelos setores que marcam a presença do país no cenário internacional – em especial a indústria e o comércio –, é lógico que o presidente do Brasil trate de abrir novos caminhos para os investimentos das empresas, das companhias nacionais e multinacionais de seu país, como qualquer outro chefe de Estado o faria. Isso é algo que está previsto na lógica do poder de um chefe de Estado. Nisso não há mistério algum. Por outro lado, o continente africano é objeto da cobiça internacional por causa da extraordinária riqueza mineral existente em seu subsolo. Dos 48 minerais considerados estratégicos pelo mundo industrial de alta tecnologia, a África monopoliza não menos que 38. Não é por acaso que a África tem sido chamada de “escândalo geológico”. É por esse motivo que a África figura como alvo privilegiado das potências mundiais e  o será ainda mais neste século. Nesse momento, a China põe em curso uma das maiores operações dirigidas aos 53 países africanos. A China está interessada na exploração e na aquisição desses materiais estratégicos. E não somente ela, mas o Japão, a Coréia do Sul, a Índia, a Turquia, o Irã; ou seja, todas as potências emergentes. O campo daqueles países que se interessam pela África, antes restrito às grandes potências européias, agora se ampliou. Já não se trata apenas das antigas potências colônias, como França, Itália, Espanha, Portugal, Inglaterra, mas ainda da Alemanha, da Rússia e até da Polônia. Todos esses países estão interessados na África. É dentro desse jogo de interesses que se situa o Brasil, país que também busca ser uma potência no século XXI. Logicamente isso representa riscos para o continente africano, mas também poderá comportar elementos positivos para esses países.

Ìrohìn – O que predomina na investida do Brasil no continente africano, a sensibilidade política ou os interesses puramente econômicos?

Carlos Moore – Para mim não há dúvidas de que são os interesses econômicos os que primam, embora seja possível admitir como sincera a simpatia expressa pelo chefe de Estado do Brasil para com esse continente. Não duvido da sinceridade do presidente Lula, mas também não duvido que sejam os interesses concretos do Brasil que comandam a sua política internacional, a qual está fundamentada em interesses econômicos e comerciais. Ora, esses interesses se exprimem num contexto internacional bem definido: a supremacia planetária dos Estados Unidos e, como resposta a essa hegemonia unilateral, a emergência de novos pólos de poder no mundo. O Brasil, nona ou décima economia mundial, é um desses possíveis pólos que aspiram ao status de grande potência.

Clique aqui e leia a íntegra da entrevista.

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As cores de África


mucubal girl refreshing por luca.gargano.

Espero que o autor, Luca Gargano, não vá se importar.

Mas achei belíssima a foto e resolvi divulgar.

Deliciem-se com esta imagem de África.

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Angola e RDCongo: tensão


A tensão entre Angola e Congo parece ainda não ter tido fim.

Futucando na web achei esta reflexão aqui, no blog K FaKtor, de quem julgo ter conhecimento de causa:

Tenho vindo a seguir com atencao a preocupante situacao que se vive nos ultimos dias entre Angola e a DRC.

Sendo embora aimadoras as ultimas noticias dando conta do inicio de conversacoes entre as duas partes e de uma ordem de Kabila no sentido da suspensao da expulsao de Angolanos residentes no seu pais, conviria que de ambos os lados nao se perdessem de vista os efeitos catastroficos (sendo a eclosao de um conflito regional uma possibilidade a nao colocar de todo de parte…) que um agravamento da situacao actual, ou a adopcao de apenas medidas precarias e temporarias, pode ter para a regiao.

Leia o post completo clicando aqui

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Huck passa a noite com Pelé


Reprodução twitter.com

Luciano Huck e Pelé | Reprodução

Essa foi engraçada.

O apresentador Luciano Huck postou no Twitter uma foto dele dormindo com Pelé.

E ainda brincou:

“Depois de Angola, e de conversar com minha esposa, confesso com quem passei a noite”.

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Angola e Congo: trégua?


Congo expulsa 30 mil angolanos em retaliação

O jornal brasileiro O Globo informou que Congo e Angola chegaram a um acordo.

Ninguém mais será repatriado.

Só que não é nada boa a situação dos angolanos expulsos do Congo.

Há informações de surto de malária na região onde estão os refugiados.

A Cruz Vermelha está enviando equipes para as províncias de Cabinda, Zaire e Uíge para ajudá-los, diz o Diário Digital.

A igreja católica angolana pediu à população que não usasse violência contra os congoleses.

Clique aqui e veja como o diário português Publico conta esta história.

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