Morre Antonio Olinto


O Brasil perdeu hoje Antonio Olinto, o mais velho obá de Xangô do Ilê Axé Opo Afonjá, terreiro localizado em São Gonçalo do Retiro, em Salvador.

Olinto, que era escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, morreu aos 90 anos, em casa, no Rio de Janeiro, de falência multipla dos órgãos.

Mineiro, ele era um dos últimos remanescentes do grupo de artistas e intelectuais brasileiros – integrado por Dorival Caymmi, Jorge Amado e Carybé – que seguia a religião de matriz africana no Brasil.

Todos eles eram membros do terreiro liderado por Mãe Stella de Oxossi, referência no culto afro no país.

Antonio Olinto foi adido cultural do Brasil na Nigéria, de 1962 a 1965.

Neste período documentou suas impressões da experiência no livro Brasileiros na África.

Também organizou exposição de artes plásticas sobre motivos afro-brasileiros e uma trilogia de contos.

A Casa da Água (Bloch, 1969); O Rei de Keto (Nórdica, 1980) e Trono de Vidro (Nórdica, 1987) foram traduzidos para 19 idiomas.

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