Arquivo do mês: julho 2009

Suco Compal


Os sucos industrializados prontos para beber são uma febre em Angola. Lá, são chamados de sumos.

Todo mundo compra e consome.

A razão é simples: um suco natural custa os olhos da cara.

Um mero suquinho de laranja chega a custar 10 a 20 dólares numa lanchonete.

Lembrei disso quando li, na imprensa portuguesa, que a Sumol+Compal assinou hoje um memorando de entendimento para uma parceria com a angolana Genius – Gestão de Participações, para criar a Sumol+Compal Angola.

Outro caso ilustrativo.

Certa feita, quando fui a Sangano, caí na besteira de pedi um suco de abacaxi. O suquinho custou uns 16 dólares.

Tomei um susto e aprendi a lição: suco, em Angola, só Compal ou os similares, especialmente os do Brasil (Mais, Sun Fresh ou Del Vale) e que de vez em quando aparecem por lá.

VEJA ABAIXO UM COMERCIAL DE TV PORTUGUES SOBRE O SUCO COMPAL:

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Deputada do MPLA assassinada em Angola


Deputada Beatriz Salucombo

A deputada do MPLA, Beatriz Salucombo, foi morta quarta-feira à noite, quando saía de sua casa em Luanda.

Ela foi assassinada a tiros por desconhecidos que estavam dentro de um jipe, informou a Polícia.

O irmão da deputada, António Neves,  também foi atingido e morreu no local.

Neves era superintendente chefe dos Serviços de Migração e Estrangeiros.

As informações são da Rádio Renascença.

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Brasil e África: reparando erros


Lula e Umaru Musa Yar''Adua

Parece que o Brasil finalmente entendeu a importância de reforçar os laços comerciais com a África.

O presidente Lula, que já visitou 20 países do continente, anda dando sinais disto em encontros internacionais que envolvem discussão a respeito de ricos e pobres do planeta.

Ontem, num gesto simbólico, em cerimônia em Brasília, ele entregou ao presidente da Nigéria, Umaru Musa Yar”Adua, uma bola de futebol com autógrafo do rei Pelé.

Trata-se da segunda visita do presidente nigeriano ao Brasil cujas relaçoes bilaterais com aquele país já ultrapassam a casa dos US$ 8 bilhões.

Clique aqui e entenda um pouco as relações entre Brasil e África lendo este artigo do jornalista Murillo de Aragão publicado no Blog do Noblat.

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Entenda o poder na Guiné Bissau


Nino Vieira vota nas legislativas

O primeiro presidente da Guiné-Bissau foi o irmão de Amílcar, Luís Cabral, destituído em 1980 num golpe de estado por Nino Vieira, veterano da guerra contra Portugal.

As primeiras eleições pluripartidárias só ocorreram em 1994 mas 4 anos depois o presidente enfrentou um golpe militar.

Durante um ano, o país entrou em guerra civil e Vieira deixou a Guiné Bissau.

Nino Vieira e Amílcar Cabral

Kumba Yalá assumiu o cargo de presidente da República em 2000, mas também foi deposto por novo golpe militar.

Em 2005, Nino Vieira voltou à presidência após novas eleições e foi assassinado, este ano, um dia depois da morte do chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Tagme Na Waie.

Antigo rival político de Vieira, Waie morreu num atentado à bomba.

Militares próximos suspeitaram, embora sem provas, que o presidente estivesse envolvido neste assassinato, atacaram o palácio presidencial e mataram Nino Vieira a sangue frio.

Leia no blog Luís Graça & Camaradas da Guiné parte da memória da guerra colonial no país contada por alguns ex-combatentes.

VEJA PARTE DO ESPECIAL DA TV ZIMBO SOBRE A MORTE DE NINO VIEIRA:

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Conheça a Guiné Bissau


Antiga colônia portuguesa fundada no século XVI, a Guiné Bissau conquistou sua independência após anos de rebelião contra o regime colonial.

A revolta foi inciada em 1956 pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) – o mesmo que ganhou agora as eleições e nos anos 50 era liderado por Amílcar Cabral.

Cabral morreu em 1973, em Conacri, num atentado.

A independência foi declarada pelo próprio partido em 1973, mas reconhecida somente em 1974 por Portugal, após a Revolução dos Cravos.

VEJA ABAIXO UM POUCO DO CENÁRIO DA CAPITAL DO PAÍS:

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Guiné Bissau: há presidente


Malam Bacai Sanha | Foto: Reuters

Com 224.259 votos, que representam 63,52% do universo de eleitores da Guiné Bissau, Malam Bacai Sanha, apoiado pelo PAIGC, o partido no poder, é o novo presidente do país.

Ele venceu o segundo turno das eleições presidenciais realizadas no último domingo.

Kumba Ialá, o candidato derrotado do Partido da Renovação Social (PRS), obteve 129.973 votos válidos, o que significa 36,8%.

A Guiné-Bissau antecipou o pleito depois que o último presidente, Nino Vieira, foi assassinado no dia 2 de março, na sua casa, em Bissau.

No domingo, cerca de 400 mil guineenses foram às urnas para escolher, entre Kumba Ialá e Malam Bacai Sanhá.

Hoje, Kumba Ialá concedeu entrevista coletiva na qual diz aceitar o resultado das eleições.

Para quem não conhece a realidade da África, vai a explicação.

O candidato derrotado aceitar o resultado de uma eleição em países que vivenciam conflitos históricos pelo poder no continente africano significa a garantia de governabilidade e de paz para o vencedor.

Kumba Ialá, o candidato derrotado do PRS | Foto: Epa

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África: stop


Acendeu a luzinha vermelha para a África.

Ou melhor, a Organização Mundial de Saúde (OMS) quer dar um stop à possibilidade de propagação da gripe A no continente no próximo ano.

É que a Copa do Mundo em 2010 pode ser a porta de entrada da pandemia nos países africanos.

Metade dos 630 mil ingressos vendidos para o evento foram adquiridos por pessoas de 187 países fora da África do Sul.

A preocupação é que a grande concentração de torcedores estimule a difusão da doença.

Não há dados precisos sobre o índice de contaminação nos países africanos.

No Brasil, o número de mortes já supera a casa dos 50 e ontem foi registrada a primeira vítima no Nordeste, área mais pobre do país.

Há suspeita de que um paciente que morreu ontem no Hospital São Rafael, em Salvador, tenha sido o primeiro caso de morte pela enfermidade na Bahia.

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Perdido no Malauí 2 – o manifesto


Amigos e parentes de Gabriel Buchmann fazem oração na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro

A mãe do economista Maria de Fátima participa de manifesto no Rio de Janeiro

Um grupo de parentes e amigos do economista Gabriel Buchmann, 28 anos, desaparecido no Malauí, fez, nesta terça-feira, uma manifestação no Rio de Janeiro.

Eles revindicam mais apoio do Itamaraty nas buscas ao franco-brasileiro que se perdeu no monte Mulanje, Sudeste da África, após dispensar um guia na região.

Ele já havia percorrido 26 países da África e Ásia como roteiro de um estudo que faria sobre desigualdades sociais.

Cerca de 60 pessoas integram as esquipes de resgate que fazem buscas na região.

Clique aqui e veja o blog criado pela família do economista.

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Guerra colonial – 16° episódio * Práticas macabras na guerra em Angola


“Cortavam o sexo dos soldados mortos e botavam-lhes na boca”

Tenente Fernando Cardoso – Angola, anos 60

Esta parte é chocante.

Reparem, no vídeo, o depoimento daqueles que admitem ter praticado, na guerra colonial em Angola, sevícias sobre os cadáveres e denúncias de hábitos macabros praticados pelos envolvidos no conflito. Há os que tinham coleção de orelhas e outros que usavam crânios como candeeiros. Confiram ai:

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A guerra colonial – 15° episódio (terceira parte)


Agostinho Neto e Fidel Castro

Depois de um considerável jejum, voltamos às pesquisas e a mais um novo episódio da série sobre a guerra colonial em Angola e outros domínios lusitanos em África.

A estratégia colonial era, entre outras, destruir as plantações e inviabilizar a economia e a alimentação dos rebeldes.

Em Angola, a guerra era ainda mais acirrada. De um lado, soldados portugueses e africanos combatem contra os guerrilheiros da UNITA, MPLA e FNLA, divididos por divergências políticas.

Os confrontos eram maiores pois os três grupos lutavam entre si, com ataques às populações civis. Liderado por Agostinho Neto, o MPLA é a principal força de Angola.

Confira, nos vídeos, o que os personagens desta história têm a nos contar:

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