Arquivo do dia: 19/05/2009

Salazar, o “coronel” de Portugal


Respondam rápido: quem foi esse cabra ai?

Sabem não?

Embora no Brasil ele seja um ilustre desconhecido da maioria desinformada do nosso país, trata-se de António de Oliveira Salazar, um estadista polêmico que até hoje divide opiniões em África e Portugal.

 O sujeito nasceu em 1889.

Era professor da Universidade de Coimbra e tornou-se deputado em 1921.

Sete anos depois, foi nomeado ministro das Finanças de Portugal. 

Em 1932, virou chefe de governo, cargo no qual permaneceu até 1968, à frente do chamado Estado Novo, igualzinho (pero no mucho) ao regime homônimo, mais ou menos da mesma época, implantado pelo nosso presidente Getúlio Vargas.

Em Portugal, também era um regime autoritário. Estabeleceu a censura e a polícia política.

Neste período prosperou nas colonias africanas o desejo de se libertar do jugo lusitano.

As medidas econômicas populistas salazaristas renderam-lhe certo prestígio em Portugal, mas não foram suficientes para apagar as marcas deixadas na África lusófona, conforme retratado no documentário da RTP cujos episódios têm sido postados aqui neste blog.

Só deixou o poder após cerca de 40 anos de ditadura, por motivo de doença.

Morreu a 27 de julho de 1970.

O resto vocês descobrem acompanhando a nossa (emprestada da RTP) série A guerra colonial.

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A guerra colonial – 12º episódio (1ª parte)


“Salazar, você pode até nos matar mas um dia vai sair de Moçambique”. A tradução da frase da canção em idioma nacional entoada pelos rebeldes insurrectos em Moçambique é o termômetro dos ânimos da luta pró-independência nas colônias portuguesas africanas nos anos 60.

Em Angola, surge um novo movimento, a UNITA, que surpreende Portugal no Natal de 1966, ao atacar Teixeira de Souza, onde termina o Caminho de Ferro de Benguela, como foi retratado pela RTP no post do episódio anterior.

Savimbi é aconselhado por Mao Tsé Tung a iniciar a luta no Leste, região onde os portugueses travam dura batalha com o MPLA, informa o documentário neste novo capítulo da história da guerra colonial.

O papa Paulo VI visita Fátima, fala de paz, questiona a guerra e agravam-se as relações entre o Vaticano e a Portugal de Salazar.

Holden Roberto encontra-se com John Kennedy e conta o drama dos angolanos. Kennedy promete fazer pressão contra Portugal.

Questionado pela ONU, Portugal isola-se do resto do mundo em defesa da política salazarista colonial.

Contudo, com o avanço da guerra fria, a morte de Kennedy e o conflito no Vietnan, o regime português ganha novos argumentos.

 http://www.youtube.com/watch?v=jB2F3Ba51yM

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Salazar, o anacrônico


LUCIO LARA

Salazar é um indivíduo anacrônico que parou no tempo”

Lúcio Lara “Tchiueka”, dirigente do MPLA, sobre o então presidente de Portugal, nos anos 60

Veja mais: Lucio Lara completa 80 anos

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