Salve, mestre João Grande


 

Mestre João Grande

Mestre João Grande

Tive o privilégio de ser aluna de um discípulo de Pastinha, Mestre João Grande. Foram três meses de aprendizado pra a vida toda.

Eu era estudante de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e estagiária no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, então mantido pela Fundação Emílio Odebrecht.

Fizemos, na Oficina de Comunicação, um jornalzinho sobre a dança luta importada pelos escravos para o Brasil.

Depois, vieram as aulas grátis de capoeira com o mestre, tudo bancado pelo Liceu. Lembro que as turmas de Regional eram cheias, com Nenel, filho de Bimba, o criador da Regional*. No grupo de alunos de João Grande, tinha meia dúzia de gatos pingados, como dizemos aqui, no Brasil.

Um dia, o grande mestre, que já passou dos 80 anos, conseguiu uma oportunidade de ouro nos Estados Unidos. Faz tempo, vive lá. Cansou da vida dura na Bahia…

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