Sete anos de paz


 

Depois de quatro décadas de sucessivas guerras – primeiro pela independência e depois pela partilha do poder entre os partidos MPLA e a UNITA– Angola, antiga colônia de Portugal, experimenta um momento de franco crescimento. O processo de reconstrução nacional transformou Luanda em um canteiro de obras. No triênio 2005-2007, o índice de crescimento alcançou a média de 20,1% ao ano, segunda taxa mais elevada entre os que integram a lista do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), informa o jornal português Diário Economico.

Claro que, por trás dos números, há o baixíssimo nível em que o país estava no encerramento da guerra civil, em 2002 – um completo caos social e econômico, com cidades completamente devastadas pelo conflito armado registrado por décadas.

No ano passado, foram realizadas eleições diretas para o Parlamento, a primeira em 16 anos. Cerca de 8 milhões de angolanos foram às urnas para eleger os seus 220 representantes na Assembleia Nacional. Diferente do que aconteceu em 1992, quando a UNITA rejeitou o resultado das eleições que deu vitória ao MPLA e iniciou nova guerra civil, desta vez, o pleito transcorreu em clima de paz. Apesar de questionar alguns procedimentos adotados pelo partido no poder (MPLA) para a realização da eleição, a UNITA aceitou pacificamente o resultado.

Este ano, os angolanos irão novamente às urnas, agora para escolher o presidente. O atual, José Eduardo dos Santos, está no poder desde 1979, quando assumiu a presidência em substituição a Agostinho Neto, primeiro presidente de Angola após a independência do país nos anos 70.

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