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O semba na nossa terra


Esta é para quem curte os bastidores do intercâmbio Angola-Salvador.

A Banda Maravilha, que toca semba como ninguém,  vai animar um almoço em Guarajuba amanhã.

A festa gastronômica, em petit comitè, reunirá ainda Filipe Mukenga, Sanguite, Carlos Lamartine e Abel Duere.

As informações são do jornalista Osmar Martins, o Marrom.

Segundo ele, o anfitrião da festa é o jornalista Raimundo Lima, que vive em Angola e reunirá a galera em solo baiano.

Na época que morei em Luanda, Lima vivia na Maianga, bem pertinho do escritório onde eu trabalhava.

Filipe Mukenga está na Bahia para participar do Encontro de Culturas Negras, que ocorre domingo, no Teatro Castro Alves.

Abaixo, um trechinho do som da Banda Maravilha com Margareth Menezes:

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Viva o semba!


Semba está na moda em Salvador.

Somente depois que Magary Lord “bombou” no Carnaval de Salvador, é que alguns passaram a conhecer o ritmo angolano.

Aqui, em outro post, falei das minhas descobertas musicais em Luanda…

Tenho algumas raridades aqui em casa, como o CD da Banda Maravilha, com Margareth Menezes, que mencionei anteriormente.

Há pouco, vasculhando a web em busca do Poema do Semba (com Paulo Flores), achei este mimo que posto agora para vocês.

Que viva o semba!

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O requebro do semba


“O samba nasceu foi na Bahia e se hoje ele é branco na poesia ele é negro demais no coração”

(Vinícius de Moraes)

O pai do samba veio de longe, veio de África. É o semba. Sim, este ritmo que Margareth gravou no CD do post abaixo, junto com a galera de Angola.  É música de tradição no país africano. Segundo o site Angola Xyami, a palavra que o denomina quer dizer umbigada, em quimbundo. Na Bahia, berço do samba brasileiro, até hoje existe uma manifestação da cultura popular com este nome. Numa explicação bem simples, a umbigada é o sinal que o dançarino dá, no meio da roda, convidando outro para sambar. O ritmo brasileiro, que nasceu no Reconcavo Baiano, a partir do chamado batuque (manifestação ritmica dos negros escravos) é, desde 2005, considerado patrimônio da humanidade.

Como aconteceu com o culto afro-brasileiro, até fins do século 19 era proibido sambar. Os locais onde os negros brasileiros se reuniam eram mal vistos pela população. Somente depois da Lei Áurea, em 1888, é que passou a ser melhor visto pela sociedade branca do Brasil. A partir de então, o ritmo que nasceu batuque, passou pelo  maxixe e o lundu, caiu no gosto do país. Hoje, após ter sido exportado pela Tia Ciata para o Rio de Janeiro, invade o sambódromo no Carnaval. Sobrevive na Bahia nas rodas do Reconcavo, onde senhoras utilizam o prato para marcar o ritmo. Como diria Caymmi, “quando se samba todo o mundo bole”…

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Margareth Menezes, embaixadora do semba


Deixemos a fé de lado um bocadinho… Com todo respeito ao Santo Padre, mas o profano sempre tem seu lugar. 

Olha que curioso:

Vasculhando a loja da Sony Music, em Luanda, achei uma preciosidade. Um CD da Banda Maravilha que traz Margareth Menezes como convidada especial.  Na faixa Me pisa, ela empresta sua inconfundível voz ao ritmo angolano.

“Tira a minha camisa, mas não pede o meu salário/Me prenda, me paga, até de madrugada/Semba e nada por um beijo, me entenda, me trata/que a ginga da mulata alugou meu coração em crise/Agora baza ou então a gente casa”, diz a letra de Paulo Flores.

Atirei no que vi e acertei no que não vi.

 

Banda Maravilha e Margareth Menezes

Banda Maravilha e Margareth Menezes

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