Estas imagens são, evidentemente, da época da escravidão.
Foram feitas por Debret, um artista francês que viveu no Brasil entre 1816 e 1831 como pintor oficial do Império, e retratou os costumes da então colônia de Portugal.
Mas o post é para falar de outra coisa.
É que o Rio de Janeiro vai “ressuscitar” o Cais do Valongo, construído no fim do século XVIII para o desembarque de milhares de escravos.
Segundo o jornalista Élio Gaspari (veja o texto em pdf), foi o maior porto de chegada de escravos do mundo.
Entre 1758 e 1851, informa, passaram por ali pelo menos 600 mil escravos trazidos d’África. Metade deles tinha entre 10 e 19 anos.
O fato é que o governo carioca pretende criar um memorial.
E mostrar ao mundo o lugar onde desembarcaram no Brasil milhares de homens, mulheres e crianças vindos de África.
É uma maneira de lembrar a todos nós a dívida histórica que o planeta tem com o continente africano e o seu povo.
Veja a notícia no jornal O Globo: Cariocas e turistas poderão ver como era o cais do Valongo
